quinta-feira, 27 de outubro de 2011

As veredas

Conheci um certo sentimento
onde permeia o universo do teu olhar 

que difere tantas coisas em meu caminho 
as quais ainda não pretendo me dirigir.    
Descobri nos horizontes de teu sorriso 
a verdadeira e terna medida de quanto te querer. 
Já que só imaginar que o perfume das rosas que tu possa mais gostar, 
pode ser tão puro quanto a verdade que sai de teu lábio 
ao me dizer que sente o mesmo arrepio que me vem agora,
me leva a um mundo que ainda não pude desfrutar. 
Talvez me sinta tão ligado ao seu moderno querer-me 
que nada impeça...
 nem a distância, nem nossa estrada rústica de chão, 
ou a estrada da vida, nem o cerrado, muito menos esse árido terreno, nem as veredas, 
nada disso é conivente à desunião de nossas almas. 
E quando me deparo com meus inquietos hábitos, 
você me vem com a sombra que meu coração precisa
e me entrega, com sua voz, a calma do dia-a-dia 
que corre na minha veia como se fosse minha. 
 E quando o vento frio da tristeza me abraça 
você é o calor que sinto na alegria do seu olhar. 
E quando as mãos da solidão me cumprimentam
você acena pra mim 
lá no fim do arco-íris que desenhei em minha varanda. 
Eu sempre espero suas mãos chegarem bem perto 
embora sejam indecisas e frágeis. 
Frágeis são meus olhos quando não te vêem 
 mas felizes quando escuto sua voz 
e constroem uma vontade quase irresistível 
de trazê-la todo dia para mim.

Breno Atamai

Nenhum comentário:

Postar um comentário