quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sentidos

É puro sentimento
E sinto muito mesmo ter que dizer assim
Que sinto tanto assim

É quase indefinível
E desço a esse nível
Esqueço o endereço dessa inércia
A minha pressa é pra  te ver
Assim mesmo sem te ter

Ainda que eu dissesse
E mesmo que eu tivesse perto
De me enganar, de me equivocar

Nos versos que tem lido
O livro que eu ainda existo
Existe nele um certo verbo, um trecho,
Um texto, inspirado em ti
Feito só pra ti.

E antes que estranho soe
Depois dessa menção
Peço que me perdoe

Pois eu tive um caso com a razão
Mas foi só por acaso
sempre volto pra emoção
Se acaso duvide...
Espere
A vida divide
O tempo que te leva a compreender
Que existe um coração em mim
Que cabe só você
tanto tempo livre 
os livros que me restam
rasgam  páginas viradas
dessa vida quase vã

E o teto que me cobre
Inebriável pensamento
Sentimento nobre sobre a tela é a vida 
É o medo de esconder essas coisas de você

 E quando é quase noite
Quando enfim é tarde
Tarde demais
pra tirar você de mim

Mesmo que eu não queira
Que seja passageiro
Me passa um exagero é inteiro não é mero
efêmero querer.
Encontrar você

E antes que estranho soe
Depois dessa menção
Peço que me perdoe

Pois eu tive um caso com a razão
Mas foi só por acaso
sempre volto pra emoção
Se acaso duvide...
Espere
A vida divide
O tempo que te leva a compreender
Que existe um coração em mim
Que cabe só você.

Breno Atamai          

                                                              "À garota que moveu novamente meus sentidos."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Agruras

Ainda não me encontro
Por aqui
Outrora
Longe, talvez mais perto do que imaginavam
Imaginações distorcidas pela manhã
Manha do dia-a-dia, a noite o vento é frio
Solitária como eu?
Ainda não acho a resposta
A cada medo, revoltas sem causa ou motivos
Ou completamente racional
A raça, na praça de onde se vêem a todos e todos olham a tudo
Muros que separam mundos
Mundo de gente
Mar de incertezas e equívocos
Aqui vou eu sem imaginar por onde chegar
E enxergar o fio que liga os extremos da vida
Em cada avenida, o presságio
A pressa...
Vontade de ficar e medo de sair
Sair pra não ficar com medo
Ficar pra não sair do sério
O sabor da vida é indecifrável
Há quanto tempo não a vejo, ó felicidade
Embora a saudade não me assuste,
Hoje ela sorri para mim.
Irônico o destino
Pois, desde menino me descerra
Encerra tudo sem nem começar
Quando a cabeça pesa
Prezo por aqueles que me perdem sem sequer me notar
peço que vá embora
 é hora...
agora é que me pergunto:
quanto tempo preciso pra me confortar por aqui?
 Eu me comporto como posso
Mas posso mais que isso
Peço muito mais a Deus
Deus que me livre da possível dor que virá
Vira essa página, destino
Vira essa cara de lado
E olha quanto tempo temos de sobra
Talvez nem tanto como imaginávamos
Assopro e tiro a poeira sobre meus olhos
Deito-me...
...que amanhã seja uma manhã de outros tempos
Tempos de luzes e paz.