quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Agruras

Ainda não me encontro
Por aqui
Outrora
Longe, talvez mais perto do que imaginavam
Imaginações distorcidas pela manhã
Manha do dia-a-dia, a noite o vento é frio
Solitária como eu?
Ainda não acho a resposta
A cada medo, revoltas sem causa ou motivos
Ou completamente racional
A raça, na praça de onde se vêem a todos e todos olham a tudo
Muros que separam mundos
Mundo de gente
Mar de incertezas e equívocos
Aqui vou eu sem imaginar por onde chegar
E enxergar o fio que liga os extremos da vida
Em cada avenida, o presságio
A pressa...
Vontade de ficar e medo de sair
Sair pra não ficar com medo
Ficar pra não sair do sério
O sabor da vida é indecifrável
Há quanto tempo não a vejo, ó felicidade
Embora a saudade não me assuste,
Hoje ela sorri para mim.
Irônico o destino
Pois, desde menino me descerra
Encerra tudo sem nem começar
Quando a cabeça pesa
Prezo por aqueles que me perdem sem sequer me notar
peço que vá embora
 é hora...
agora é que me pergunto:
quanto tempo preciso pra me confortar por aqui?
 Eu me comporto como posso
Mas posso mais que isso
Peço muito mais a Deus
Deus que me livre da possível dor que virá
Vira essa página, destino
Vira essa cara de lado
E olha quanto tempo temos de sobra
Talvez nem tanto como imaginávamos
Assopro e tiro a poeira sobre meus olhos
Deito-me...
...que amanhã seja uma manhã de outros tempos
Tempos de luzes e paz.

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